O dólar operava em queda e abaixo de R$ 4 nesta terça-feira (2), após pesquisa Ibope mostrarque o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, ampliou sua vantagem em relação ao petista Fernando Haddad.
Ao meio-dia, o dólar recuava 1,61%, a R$ 3,954 na venda, depois de terminar o pregão em baixa de 0,47%, a R$ 4,0183, na segunda-feira (1º). O dólar futuro tinha queda de cerca de 1,6%.
No mesmo horário, o principal índice da bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, registrava alta de 3,62%.
"Aparentemente, a maré de Bolsonaro (PSL) parece ter começado a virar....Nas últimas duas semanas,... muitos começavam a prever que Bolsonaro não iria mais crescer nas pesquisas e que Fernando Haddad poderia empatar...ainda no primeiro turno. Mas os números de ontem mostraram uma invertida", avaliou a corretora Guide em relatório.
No levantamento divulgado na véspera, Haddad não oscilou na pesquisa, mantendo os mesmos 21% da pesquisa anterior, enquanto o líder Bolsonaro foi a 31%, sobre os 27% registrados anteriormente.
Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro empataria com Haddad em 42%, ante 42% a 38% para o petista anteriormente. Além disso, a rejeição de Haddad subiu 11 pontos, a 38%, enquanto a de Bolsonaro permaneceu em 44%.
Para o mercado, o resultado do Ibope trouxe viés favorável porque o PT sofreu, em sua avaliação, outros reveses na véspera. Entre eles, o veto pelo Supremo Tribunal Federal a uma entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a veículos de imprensa, além da liberação da delação do ex-ministro petista Antonio Palocci envolvendo, entre outros, o próprio Lula.
O mercado prefere candidatos com viés mais reformista e entende que aqueles com viés mais à esquerda não se enquadram nesse perfil. Assim, sua opção neste momento está em Jair Bolsonaro, principalmente pelas ideias de seu assessor econômico Paulo Guedes.
As atenções agora se voltam para o números do Datafolha que saem nesta terça-feira e incluem entrevistas realizadas no mesmo dia.
"Hoje sai o Datafolha...que deve trazer algum impacto já em relação à delação de Palocci", destacou em relatório o sócio da assessoria de investimentos Criteria Investimentos Vitor Miziara.
Fonte: R7