ELEIÇÕES 2026 | 25 DE OUTUBRO DE 2026
STF prorroga votação até as 19h em todo o Brasil após relatos de falta de transporte e problemas climáticos
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (25) a prorrogação por duas horas do horário de votação do segundo turno das eleições de 2026. Com a decisão, o recebimento de votos, inicialmente previsto para terminar às 17h, foi estendido até as 19h, no horário de Brasília, em todas as seções eleitorais do país.
A medida foi tomada após questionamentos sobre dificuldades no transporte público em municípios da Bahia. Paralelamente, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também havia solicitado a ampliação do horário em localidades afetadas por chuvas intensas, alagamentos e problemas de infraestrutura. A decisão nacional foi determinada por Zanin em caráter de urgência, cabendo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adotar as providências para seu cumprimento.
IMPORTANTE
O horário de encerramento foi ampliado até as 19h, pelo horário de Brasília, em todo o território nacional. A decisão foi motivada por relatos de dificuldades de deslocamento de eleitores e pela necessidade de assegurar o acesso às urnas. A prorrogação não significa que a votação tenha sido originalmente programada para terminar nesse horário.
Falta de ônibus na Bahia motivou a decisão
A decisão de Cristiano Zanin ocorreu após uma reclamação apresentada pela coligação Brasil Pronto Pra Mais contra atos das prefeituras de Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. A ação apontou que a oferta de transporte público teria sido insuficiente para garantir o deslocamento dos eleitores até os locais de votação.
Segundo a reclamação, a redução da frota de ônibus poderia dificultar o exercício do direito ao voto, especialmente para pessoas que dependem do transporte coletivo para chegar às seções eleitorais. A medida também questionou o cumprimento de decisão anterior do STF relacionada à oferta de transporte público gratuito nos dias de eleição.
O ministro afirmou que tomou conhecimento dos fatos às 16h32 e considerou a situação urgente. Diante dos relatos apresentados, determinou a extensão do horário por duas horas em todas as seções eleitorais do país, e não apenas nos municípios baianos mencionados na ação.
É importante destacar que a reclamação judicial apresentou alegações sobre insuficiência do transporte. A responsabilidade por eventuais irregularidades deve ser apurada pelas autoridades competentes, com base em documentos e evidências.
Campanha de Flávio também pediu mais tempo em áreas afetadas por chuvas
A campanha de Flávio Bolsonaro também acionou a Justiça para solicitar a prorrogação do horário de votação em municípios afetados por condições climáticas adversas. O pedido mencionou localidades de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul que enfrentavam chuvas intensas, alagamentos, falta de energia e bloqueios em estradas.
Entre os municípios citados nas informações divulgadas pela imprensa estavam Belo Horizonte, Poços de Caldas, São Borja, Itaqui e Uruguaiana. A solicitação da campanha de Flávio tinha abrangência localizada, direcionada a cidades que, segundo o pedido, enfrentavam dificuldades de acesso aos locais de votação.
Já a reclamação acolhida por Zanin, apresentada pela coligação ligada à candidatura de Lula, solicitava a extensão do horário em âmbito nacional, com base nos problemas relatados no transporte público. A decisão do ministro determinou que a prorrogação alcançasse todas as seções eleitorais do Brasil.
Principais motivos apresentados
- Transporte público insuficiente: relatos de falta de ônibus em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia.
- Direito de acesso às urnas: preocupação de que dificuldades de deslocamento impedissem eleitores de votar.
- Condições climáticas: pedido da campanha de Flávio Bolsonaro em municípios afetados por chuvas, alagamentos, falta de energia e bloqueios em estradas.
- Urgência judicial: o STF considerou necessário ampliar o prazo de votação diante dos fatos apresentados durante o andamento do segundo turno.
Por que a prorrogação valeu para todo o país?
Embora a reclamação acolhida pelo ministro tenha sido motivada por problemas relatados em três municípios baianos, a ordem determinou a extensão do horário em todas as seções eleitorais brasileiras.
O fundamento central foi a urgência em assegurar condições para que os eleitores pudessem exercer o direito ao voto diante das dificuldades relatadas. A medida também buscou evitar que o acesso às urnas dependesse exclusivamente da localidade em que cada eleitor estivesse registrado.
A decisão foi proferida na Reclamação 101.673 e atribuiu ao TSE a responsabilidade por seu cumprimento. A aplicação prática exigiu providências da Justiça Eleitoral para lidar com o encerramento das seções e com o andamento da totalização dos votos.
A extensão do horário não elimina a necessidade de apurar as causas das dificuldades de transporte ou de verificar se houve descumprimento de obrigações legais por parte de autoridades responsáveis pelos serviços públicos.
Impactos sobre a apuração dos votos
A alteração do horário também provocou ajustes operacionais na Justiça Eleitoral. Segundo informações divulgadas pelo SBT News, o TSE suspendeu temporariamente a totalização dos votos após a decisão. A reportagem informou ainda que seções que já haviam emitido seus boletins de urna enfrentavam limitações técnicas para retomar a votação.
O episódio demonstra a complexidade de alterar o encerramento de uma eleição quando a votação e os procedimentos de apuração já estão em andamento. A execução da ordem depende da atuação do TSE e dos tribunais regionais eleitorais, responsáveis pela organização das seções e pelo processamento dos resultados.
As informações operacionais podem ser atualizadas ao longo da noite. Para acompanhar os resultados oficiais, o eleitor deve consultar os canais da Justiça Eleitoral, e não apenas números parciais divulgados nas redes sociais.
Análise
A prorrogação extraordinária do horário de votação evidencia como problemas de infraestrutura e de transporte podem afetar o exercício de um direito democrático. Quando há relatos de que eleitores não conseguem chegar às urnas por falta de ônibus ou por condições climáticas adversas, a resposta institucional precisa considerar tanto o acesso ao voto quanto a viabilidade operacional da eleição.
Ao mesmo tempo, a decisão exige transparência sobre os fatos que motivaram a medida e sobre sua execução. Os relatos de insuficiência de transporte precisam ser apurados, assim como eventuais responsabilidades de gestores públicos. Não é adequado transformar uma alegação judicial em conclusão definitiva antes da análise das evidências.
A prorrogação nacional também mostra que decisões tomadas durante a votação podem produzir consequências para todo o sistema eleitoral. Por isso, os esclarecimentos oficiais sobre o cumprimento da ordem e a divulgação dos resultados são essenciais para manter a confiança pública no processo.
EM RESUMO
O ministro Cristiano Zanin, do STF, prorrogou até as 19h, no horário de Brasília, a votação do segundo turno em todo o Brasil. A decisão foi motivada por relatos de insuficiência de transporte público em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. A campanha de Flávio Bolsonaro também havia solicitado extensão em municípios afetados por chuvas, alagamentos e problemas de infraestrutura. O TSE ficou responsável por cumprir a ordem e ajustar os procedimentos operacionais da eleição.
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