SEGURANÇA PÚBLICA | 15 DE OUTUBRO DE 2026
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (15) a oitava fase da Operação Unha e Carne, no estado do Rio de Janeiro. Entre os presos está Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito pelo União Brasil. A operação investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro de origem ilícita.
IMPORTANTE
Os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes e têm direito à defesa e à presunção de inocência. As prisões preventivas e as medidas de investigação não equivalem a uma condenação judicial.
O que a Polícia Federal investiga?
De acordo com a Polícia Federal, o grupo investigado teria utilizado postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como estrutura para ocultar e movimentar recursos de origem criminosa.
A investigação aponta que o esquema teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme informações de um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Números da operação
R$ 7,6 bilhões: movimentação atribuída ao grupo investigado.
6 mandados: prisões preventivas cumpridas.
16 mandados: buscas e apreensões.
112 empresas: atividades econômicas suspensas por determinação judicial, incluindo 96 postos de combustíveis.
Quem está entre os alvos?
Além de Márcio Canella, a operação prendeu Marcus Amim, delegado que já ocupou o cargo de secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Outros agentes da Polícia Civil também estão entre os alvos das medidas judiciais.
Conforme as informações divulgadas pela Polícia Federal e pela imprensa, os investigadores apuram possíveis conexões entre a organização criminosa, agentes públicos e estruturas empresariais utilizadas para movimentar recursos.
As suspeitas incluem organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção, violação de sigilo funcional, comercialização ilegal de combustíveis e formação de cartel. A responsabilização de cada investigado dependerá das provas e da análise judicial.
Medidas judiciais e desdobramentos
A ação ocorreu em municípios como Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades de empresas ligadas à rede investigada. As medidas buscam interromper a estrutura econômica suspeita e preservar elementos relevantes para a investigação.
O que acompanhar
- As decisões judiciais sobre as prisões preventivas.
- Eventuais manifestações das defesas dos investigados.
- Novas informações sobre a movimentação financeira suspeita.
- Os resultados das buscas e da análise dos documentos apreendidos.
Análise
A operação chama a atenção para o uso de estruturas empresariais como possíveis instrumentos de lavagem de dinheiro e para os riscos de conexões entre organizações criminosas e agentes públicos.
O valor financeiro mencionado pelas autoridades indica a dimensão da movimentação investigada, mas não deve ser interpretado automaticamente como prejuízo comprovado ou como valor integralmente proveniente de atividades criminosas.
O avanço do caso poderá esclarecer a extensão da rede, o papel atribuído a cada investigado e os mecanismos utilizados para movimentar os recursos.
EM RESUMO
A Polícia Federal prendeu seis investigados na oitava fase da Operação Unha e Carne, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis no Rio de Janeiro. Segundo a PF, o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos. As investigações continuam e as acusações ainda dependem de comprovação judicial.
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