CNBB nega participação em divulgação de informação falsa sobre Flávio Bolsonaro
Entidade afirma não ter produzido nem autorizado conteúdo e pede que acusações sejam acompanhadas de fatos e provas.
Por Fogo e Poder
Publicado em 28/09/2026 19:53
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28 de setembro de 2026

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota de esclarecimento para negar envolvimento na produção ou disseminação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral de 2026 e à controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida.

A manifestação ocorreu depois que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro afirmou publicamente que pessoas ligadas à CNBB teriam participado da disseminação de conteúdos que associavam seu nome à suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

A entidade negou a acusação e afirmou que não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral.

O ponto central da resposta da CNBB
A entidade afirma que acusações de participação em estruturas de disseminação de desinformação precisam estar acompanhadas de fatos e provas e reafirma seu compromisso com a verdade, o diálogo e a paz.

Como começou a controvérsia

A polêmica começou com a circulação de conteúdos nas redes sociais afirmando que Flávio Bolsonaro teria a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

A informação ganhou repercussão durante a campanha eleitoral e posteriormente passou a integrar uma disputa judicial envolvendo decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF).

O conteúdo também foi desmentido pelo próprio candidato, que passou a contestar a circulação da alegação e a questionar sua origem.

Flávio Bolsonaro acusa participação da CNBB

Durante uma agenda de campanha, Flávio Bolsonaro afirmou que a informação teria sido disseminada com a participação de pessoas dentro da CNBB.

O candidato afirmou ainda que pretende responsabilizar os envolvidos judicialmente, caso sejam identificados elementos que sustentem sua acusação.

Essas declarações representam a posição apresentada pelo candidato e, até o momento, não estabelecem por si mesmas que a CNBB tenha participado da produção ou disseminação do conteúdo.

CNBB nega envolvimento

Em sua nota oficial, a CNBB afirmou que não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral.

A entidade também declarou não integrar qualquer estrutura político-partidária, de partido ou de candidatura.

Segundo a CNBB, suas manifestações durante o processo eleitoral decorrem de sua missão pastoral e de princípios expressos em seus documentos, relacionados a temas como dignidade humana, bem comum, democracia e liberdade de consciência.

A entidade também repudiou a produção e utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possa ser beneficiado ou prejudicado.

A posição oficial da CNBB

A CNBB rejeita a atribuição de participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação sem que sejam apresentados fatos e provas que sustentem essa afirmação.

A entidade afirma que a controvérsia deve ser tratada com responsabilidade e reafirma seu compromisso com a verdade, o diálogo e a paz.

A frase que encerrou a nota

Ao concluir o documento, a CNBB resumiu sua posição com uma frase que ganhou destaque na repercussão do episódio:

“A mentira não se combate com outra mentira.”

A entidade utilizou a frase para reforçar a defesa da verdade e rejeitar acusações que, segundo a instituição, não estejam acompanhadas de elementos que as comprovem.

Duas afirmações diferentes estão em debate

O episódio envolve duas questões que precisam ser analisadas separadamente.

PRIMEIRA QUESTÃO
A alegação de que Flávio Bolsonaro pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil foi tratada como falsa ou inverídica nas decisões e reportagens relacionadas ao episódio.

SEGUNDA QUESTÃO
A acusação de que a CNBB teria participado da produção ou disseminação dessa informação foi negada pela própria entidade e não está estabelecida apenas pela existência da acusação.

A disputa deixou de ser apenas religiosa

O caso passou a envolver diferentes dimensões.

Além da questão religiosa, existe uma disputa política relacionada à circulação de conteúdo durante a campanha eleitoral.

Também existe uma discussão jurídica sobre responsabilidade pela produção e compartilhamento de informações, direito de resposta e limites da atuação da Justiça sobre publicações feitas na internet.

Por isso, a controvérsia passou a envolver simultaneamente religião, política, redes sociais e decisões judiciais.

O papel da Justiça

As informações sobre Nossa Senhora Aparecida também chegaram ao Judiciário.

Decisões da Justiça Eleitoral determinaram a retirada de determinadas publicações, enquanto posteriormente houve decisão do STF restabelecendo uma das postagens e levando a discussão para análise do plenário da Corte.

Esse desdobramento criou uma segunda discussão: além de verificar o conteúdo da informação, o Judiciário precisa definir os limites jurídicos para determinar a retirada ou o restabelecimento de publicações durante uma eleição.

Esse tema envolve diretamente a relação entre liberdade de expressão, proteção do eleitor contra desinformação e atuação da Justiça Eleitoral.

Fato x alegação

FATO
A CNBB publicou uma nota oficial sobre o episódio.

FATO
A entidade afirmou que não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral.

FATO
A CNBB declarou não integrar estruturas político-partidárias, partidos ou candidaturas.

FATO
Flávio Bolsonaro acusou pessoas ligadas à CNBB de participação na disseminação do conteúdo.

FATO
A entidade negou essa acusação.

AINDA NÃO ESTABELECIDO
Que a CNBB, como instituição, tenha participado da produção ou disseminação da informação.

AINDA SOB APURAÇÃO
Quem produziu o conteúdo, como ele foi disseminado e se houve participação individual de qualquer pessoa vinculada à entidade.

Por que a manifestação da CNBB ganhou importância?

A CNBB ocupa uma posição institucional relevante no cenário religioso brasileiro, e a acusação pública de participação em uma campanha de desinformação levou a entidade a apresentar uma resposta formal.

A nota procura separar a atuação institucional da CNBB de qualquer eventual ação individual atribuída a pessoas que possam ter relação com a organização.

Ao mesmo tempo, a controvérsia permanece inserida em um processo eleitoral no qual informações divulgadas nas redes sociais podem produzir efeitos políticos e jurídicos.

O que ainda precisa ser esclarecido?

  • Qual foi a origem exata do conteúdo sobre Nossa Senhora Aparecida;
  • Quem produziu e divulgou inicialmente a informação;
  • Se houve participação individual de pessoas ligadas a alguma instituição;
  • Quais elementos podem comprovar ou refutar as acusações feitas durante a campanha;
  • Como o STF irá tratar os limites jurídicos da retirada de conteúdos eleitorais relacionados ao episódio.

O que observar daqui para frente?

  • Novos documentos ou provas sobre a origem da informação;
  • Eventuais manifestações de Flávio Bolsonaro e de sua campanha;
  • Novos esclarecimentos da CNBB;
  • O julgamento da questão pelo plenário do STF;
  • Possíveis novas decisões da Justiça Eleitoral sobre o conteúdo.
EM RESUMO

A CNBB negou oficialmente ter produzido, autorizado ou participado da divulgação de informações falsas relacionadas à eleição de 2026.

A manifestação ocorreu depois de Flávio Bolsonaro afirmar que pessoas ligadas à entidade teriam participado da disseminação da informação de que ele pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

A CNBB rejeita essa acusação e afirma que não integra estruturas político-partidárias. Ao mesmo tempo, permanece em discussão a origem do conteúdo, eventual responsabilidade individual e os limites jurídicos para a retirada de publicações eleitorais.

Fontes: CNBB — Nota de Esclarecimento de 27 de setembro de 2026; CNN Brasil; informações sobre o processo judicial envolvendo as publicações relacionadas a Nossa Senhora Aparecida.

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